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Data de publicação: 22/03/2010
  
EUA - Reforma da Saúde
Congresso norte-americano aprova reforma da saúde

A votação foi apertada, 219 contra 212, mas, mesmo assim, o presidente Barack Obama conseguiu uma vitória histórica no Congresso norte-americano, com a aprovação de seu plano para a reforma da saúde dos EUA.

O texto, com algumas modificações da proposta original, segue para análise do Senado.

O principal ponto da reforma é a extensão da cobertura para mais de 30 milhões de pessoas, atualmente sem seguro.  A partir de 2015, todo cidadão será obrigado a contratar um plano de saúde, sob o risco de pagamento de multa. Para alcançar esta universalização, o governo federal pretende oferecer subsídios fiscais à população e às pequenas empresas -- a fim de que elas tenham condições de oferecer cobertura aos seus empregados.

Um ponto ousado do texto da Casa Branca prevê sanções às seguradoras que aumentarem excessivamente os preços dos seguros, por meio do pagamento de taxas.

Além disso, as seguradoras não poderão mais impor restrições aos clientes com doenças pré-existentes.

A proposta apresentada pelo governo Obama também prevê o fim do que os norte-americanos chamam de "buraco" do Medicare - programa federal de seguro saúde para pessoas com mais de 65 anos - que deixa milhares de beneficiários sem cobertura para a compra de medicamentos. Para pagar pelo aumento da cobertura do Medicare, pretende-se elevar os impostos sobre os laboratórios farmacêuticos.

Segundo estimativas do governo federal norte-americano, a proposta custaria cerca US$ 950 bilhões, ao longo de dez anos e reduziria o déficit do setor em cerca de US$ 100 bilhões de dólares.

Acesse aqui o documento com os principais pontos da reforma do sistema de saúde proposto pelo governo Obama.

    
 
 
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